Minha Pokédex tá aberta (e falta MUITO)
Meu pai colocou a nossa Pokédex no site: os 1025 Pokémon numa tela só, com tudo que ainda me falta apagado. Achei que ia ser legal, e foi. Também foi um susto.
por Fernando Fasolo Jr.
Semana que vem eu completo dez anos de Pokémon GO. Comecei em 15 de agosto de 2016, nove dias depois do meu pai — ele já completou os dele faz uns dias.
E foi bem nessa semana que ele chegou com a ideia: colocar a nossa Pokédex no site. Todos os Pokémon, os que a gente tem e os que faltam.
Eu falei “boa, vai ser legal”.
Aí a gente preencheu as duas listas e eu vi a página pronta: tudo que ainda me falta, apagado, de uma vez só. Foi tipo um soco. É muita coisa.
1025
Esse é o número. Mil e vinte e cinco Pokémon, do Bulbasaur até o Pecharunt, contando as nove gerações.
Quando você joga, não sente esse tamanho. Você captura um Pidgey, captura um Rattata, faz uma raid de vez em quando, e parece que tá indo bem. Aí alguém coloca os 1025 numa tela só, com os que faltam apagados, e você entende o tamanho da parada.
No começo a gente tinha feito igual ao jogo: silhueta toda preta em cima do que falta, com o “?” no canto. Ficou bonito, mas ninguém conseguia saber quem era cada um. Aí meu pai sugeriu deixar o Pokémon aparecendo, só que com a cor lavada. Testamos os dois e não teve discussão: assim dá pra ver quem é, e mesmo assim não confunde com os que eu já tenho.
Agora eu passo o olho e já sei: “ah, falta esse aqui”.
Por que falta tanto
Não é só porque a gente joga devagar (a gente joga devagar mesmo, é o nosso jeito). Tem motivos que não dependem da gente:
Um monte ainda nem existe no GO. A Niantic vai soltando por geração, aos poucos. Então tem Pokémon na nossa lista que é impossível pegar hoje, por mais que a gente jogue.
Os regionais. Tem Pokémon que só aparece de verdade em outro continente. Ou você viaja, ou você troca com alguém de lá. A gente não viaja pra caçar Pokémon.
Os míticos. Vêm de pesquisa especial e de evento. Se você não estava jogando naquela época, perdeu — e depois é difícil.
Então um Pokémon apagado na minha Pokédex nem sempre quer dizer “você é ruim”. Às vezes quer dizer “ainda não deu”.
O que eu achei mais legal
A parte que eu mais gostei é que a gente só escreve o número do que falta.
Achei estranho no começo. Eu ia listar o que eu tenho, né? Mas aí meu pai explicou: se você lista o que tem, a lista só cresce e você digita pra sempre. Se você lista o que falta, a lista diminui.
Isso muda tudo. Cada Pokémon que eu capturo, eu apago um número. É bem satisfatório apagar um número.
Tem um botão de “só o que falta” que esconde tudo que eu já tenho e deixa só o que eu preciso caçar. Esse eu vou usar toda hora. É praticamente uma lista de missão.
Também dá pra filtrar por geração e por tipo, e clicar num número da lista de caça pra ir direto na ficha do Pokémon.
As páginas
Na página das duas juntas dá pra ver quantos Pokémon só eu tenho e quantos só ele tem. Eu já fui olhar isso primeiro, óbvio. Mas não é competição de verdade — a gente joga junto há dez anos, o que um pega o outro geralmente pega também. É mais engraçado ver onde ficou diferente.
Meu plano
Vou focar nas gerações que estão mais perto de fechar. Não adianta eu ficar olhando pros regionais que eu não vou conseguir tão cedo — melhor terminar o que dá pra terminar e ver aquela barra ficar cheia.
E quando a Niantic soltar Pokémon novo, já sei onde ele vai aparecer na minha lista.
Se você também joga, dá uma olhada na sua Pokédex hoje. É meio assustador, mas é bom saber onde você está.
Ah: preenchi a minha lista. Kanto tá completa, e Johto falta só três. O resto… melhor você ver por conta própria. Mas descobri uma coisa boa: tem exatamente um Pokémon que eu tenho e o meu pai não. Um só. Eu vou lembrar ele disso pra sempre.